Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Leitura obrigatória: Como atingir a Economia Verde; a verdade brutal!

A Green Economy A Green Economy alexander@nmci.com What would it take to accomplish a "green economy?" Here's the hard truth, applying modern physical and social science. A trans-disciplinary approach is the only way to reveal the actual situation.

Trocar um mundo bom pelo inóspito universo?

Acabei de ver um telefilme de teor científico sobre a Via Láctea, o Sistema Solar e a procura por outros planetas onde a vida humana seja possível. É aliciante, prende a nossa atenção, é mesmo fascinante. Não fosse um simples pormenor: tanto quanto nos é dado perceber, num diâmetro de muitos milhares de anos-luz não existe outro planeta com as características do nosso, e todas as alternativas passíveis de receber vida humana são tão limitadoras que só fazem algum sentido do ponto de vista da experimentação científica.
O que nos deixa com um problema profundo: afinal este é que é realmente o nosso mundo. E quanto mais longe olhamos, menos sentido faz a simples ideia de se trocar um planeta ao qual estamos plenamente ambientados por outra qualquer solução, remota, de uma vida miserável num planeta inóspito. E isso é que começa a ser ridículo: estamos a destruir um meio-ambiente que nos é natural sem termos qualquer Plano B viável. Realmente, começamos a parecer estúpidos demais – e isto tem de parar.

Quando lemos e ouvimos que a solução para a alegada crise económica é a retoma do consumo, só podemos imaginar o grau a que a nossa estupidez chegou. Porque é exactamente este nível de consumismo perfeitamente vão que nos colocou nesta rota de colisão com as nossas raízes, pondo em causa a nossa própria sobrevivência como espécie. Não é demais repeti-lo: o que necessitamos neste momento não é de mais economia, é de menos economia. Precisamos desacelerar este jogo patético de produzir coisas que são lixo mal saem das lojas onde as compramos. E cada vez mais precisamos de responder positivamente ao desafio de Stephen Hawkins – neste momento hospitalizado por doença grave: é fundamental que a humanidade sobreviva mais uns séculos para podermos cumprir o nosso destino.

Hoje já parecemos viver como se não houvesse amanhã. Mas bastará imaginar todo o potencial de descobertas que ainda temos pela frente, agora que já dominamos tantas áreas importantes do saber científico, para termos outra perspectiva. O que o futuro nos poderá trazer é uma ideia que deve acalentar a nossa mais intransigente defesa do meio ambiente e da nossa humanidade. Porque é preciso saber parar. E parar agora.

Como já referimos, os actuais políticos convencionais não compreendem como pode a humanidade sobreviver sem o actual sistema de crescimento económico sem fim. O nosso esforço deve ir cada vez mais no sentido de imaginarmos exactamente como isso é possível – porque é realmente possível e obviamente desejável. O facto é que mesmo que o modelo actual consiga sobreviver, é muito provável que tenha sido ferido de morte e nos arraste com ele.

Chegou-se a uma situação de perde-perde: se a sociedade de consumo ganhar, o planeta perde e com ele perdemos todos; se o capitalismo perder, entramos numa espiral destrutiva porque ainda não arranjámos alternativas sólidas. Sejamos então pragmáticos e arranjemos as soluções que se impõem.


Nota: Sobre a ineficácia do nosso modelo social e económico, ler o texto “Green Economy”, de Alexander Carpenter (http://www.scribd.com/doc/2200162/A-Green-Economy)